Eficiência – Recorte Financeiro https://recortefinanceiro.linkan.com.br Blog Sat, 22 Feb 2025 10:00:00 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.2 Como Pagar Menos Impostos e Potencializar Seus Investimentos https://recortefinanceiro.linkan.com.br/como-pagar-menos-impostos-e-potencializar-seus-investimentos/ https://recortefinanceiro.linkan.com.br/como-pagar-menos-impostos-e-potencializar-seus-investimentos/#respond Sat, 22 Feb 2025 10:00:00 +0000 https://recortefinanceiro.com.br/?p=1490 Se você vive no Brasil, provavelmente já percebeu que a carga tributária é uma das mais altas e complexas do mundo. Essa complexidade torna desafiador para a maioria das pessoas entender como otimizar o pagamento de impostos de forma eficiente.

Enquanto as empresas contam com especialistas tributários e contábeis para minimizar seus encargos, muitos investidores individuais desconhecem estratégias legais para reduzir sua carga tributária de maneira inteligente.

A boa notícia é que existem ferramentas acessíveis que permitem às pessoas, assim como às empresas, pagar menos impostos de forma estratégica.

No universo dos investimentos, há diversas opções que oferecem vantagens fiscais, seja por meio da isenção de impostos ou do diferimento fiscal, permitindo postergar o pagamento e, assim, otimizar os retornos ao longo do tempo.

Neste artigo, vamos explorar esses produtos e estratégias, e como você pode utilizá-los para aumentar seus retornos.

1) Invista para o Longo Prazo

Investimentos em renda fixa e fundos multimercados são tributados de acordo com a tabela regressiva do Imposto de Renda. Isso significa que quanto mais tempo você mantiver o investimento, menor será a alíquota sobre os lucros. Por outro lado, se o prazo de permanência for curto, você estará sujeito a taxas mais altas de tributação.

Além disso, é importante destacar que aplicações em renda fixa com prazo inferior a 30 dias estão sujeitas à cobrança de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), o que pode aumentar ainda mais a carga tributária. Portanto, é sempre bom evitar resgates precoces.

Uma estratégia simples para minimizar os impostos é simplesmente manter seus investimentos por mais tempo. Após 2 anos, a alíquota do Imposto de Renda chega ao seu valor mais baixo: 15%. Além de reduzir a tributação, investir para o longo prazo também potencializa o efeito dos juros compostos, o que pode resultar em um crescimento muito maior do seu patrimônio ao longo do tempo.

2) Títulos de Renda Fixa Isentos de Imposto de Renda

No Brasil, existem títulos de renda fixa isentos de impostos, um benefício concedido exclusivamente para pessoas físicas. Essa isenção tem como objetivo incentivar investimentos em setores específicos da economia, como o agronegócio, o setor imobiliário e a infraestrutura.

Esses títulos podem ser emitidos por instituições bancárias, como a LCA e a LCI, que financiam, respectivamente, o agronegócio e o setor imobiliário.

Também há opções emitidas por empresas privadas, como o CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio), o CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários) e as Debêntures incentivadas, que são voltadas para financiar projetos de infraestrutura.

O principal atrativo desses títulos é a isenção de Imposto de Renda, o que faz com que, no fim das contas, eles ofereçam uma rentabilidade superior em comparação com títulos que pagam impostos, mesmo quando a taxa de juros nominal for a mesma.

A isenção fiscal torna esses investimentos mais vantajosos, aumentando o retorno para o investidor e permitindo que as empresas consigam empréstimos com taxas mais baixas.

Como mencionei no artigo “Erros que comprometem sua Carteira de Investimentos“, eu pessoalmente não gosto de investir diretamente em títulos de crédito privado. No próximo tópico, explico como você pode aproveitar ao máximo esses investimentos de uma maneira mais eficiente.

3) Fundos de Investimento Isentos

A melhor maneira de aproveitar a rentabilidade e a isenção de impostos desses títulos é investir através de um fundo. Os fundos que destinam a maior parte de seus recursos para títulos isentos também se tornam isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas.

O principal benefício de investir em fundos isentos é a diversificação da carteira, o que ajuda a mitigar o risco de crédito. Ao investir em diferentes títulos isentos, o risco de concentração em um único ativo é reduzido.

Outro grande benefício é a ausência do imposto come-cotas, que incide sobre outros fundos de renda fixa e multimercados. Essa isenção permite que os investidores não sofram descontos tributários durante o ano, o que melhora a rentabilidade líquida.

Essa combinação de fundo de renda fixa isento de Imposto de Renda e sem o come-cotas resulta em uma rentabilidade muito atrativa. Por isso, muitos investidores estão migrando para essa classe de ativos, pois, apesar de fundos multimercados apresentarem uma rentabilidade bruta superior, os impostos acabam comprometendo a rentabilidade líquida desses fundos, tornando os fundos isentos uma opção mais vantajosa.

4) Fundos de Investimento Imobiliário (FII)

Fundos imobiliários são negociados em bolsa de valores e possuem o principal atrativo de terem isenção de impostos na distribuição de rendimentos para pessoas físicas. Os principais tipos de FII’s são:

  1. Fundos de Tijolo: São fundos que possuem e administram imóveis próprios, como escritórios, galpões logísticos, shoppings etc. Esses fundos recebem aluguéis de seus imóveis e os repassam para seus cotistas. Como mencionamos, essa distribuição de rendimento é isenta de Imposto de Renda.
  2. Fundos de Papel: São fundos que investem em títulos de dívida do setor imobiliário (principalmente CRIs). Esses títulos podem ser indexados tanto ao CDI quanto ao IPCA. O rendimento desses fundos está atrelado ao desempenho dos títulos de dívida que compõem sua carteira.

Lembre-se de que os fundos imobiliários possuem esse benefício de isenção apenas para a distribuição de proventos, e não para o ganho de capital sobre suas cotas. Caso você tenha algum ganho de capital com as cotas, deverá pagar 15% de Imposto de Renda.

5) FIDCS (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios)

Os FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios) são fundos que investem em direitos creditórios, ou seja, em créditos que uma empresa tem a receber de seus clientes, como duplicatas, cheques e títulos de crédito.

Esses fundos compram esses créditos com desconto, e o investidor do FIDC recebe uma parte do valor pago pelos devedores quando eles quitam suas dívidas.

Em resumo, os FIDCs permitem que as empresas antecipem o recebimento de seus créditos, enquanto os investidores podem ganhar com os juros pagos sobre esses créditos, embora haja risco de inadimplência.

Para o investidor, essa é mais uma categoria de investimento em renda fixa. Apesar deles não serem isentos de IR, eles contam com o benefício de não ter o imposto come cotas, o que já é uma excelente vantagem em comparação com os demais fundos de renda fixa que não podem usufruir desse benefício.

Por isso essa é uma das categorias de investimento que mais vem crescendo nos últimos anos.

6) Investir direto em Ações

Investir diretamente em ações oferece alguns benefícios fiscais importantes para pessoas físicas.

O primeiro deles, e também o mais conhecido, é a isenção de IR em cima dos dividendos. Isso significa que você recebe os dividendos sem precisar pagar imposto sobre eles, o que aumenta seu retorno líquido.

Outro benefício um pouco menos conhecido é a Isenção de Imposto de Renda nas vendas de ações até R$ 20 mil por mês.

Se você vender ações e o total das vendas não ultrapassar R$ 20 mil por mês, o ganho de capital obtido nessas vendas é isenta de IR. Ou seja, não há imposto sobre o lucro.

Imagine que você tenha comprado R$ 10 mil em ações. Após algum tempo essas ações dobraram de preço e você resolve vendê-las. Nessa operação você não pagaria impostos pois estaria respeitando o limite de venda de R$ 20 mil.

É importante lembrar que, à medida que o valor investido em ações cresce, o limite de R$ 20 mil se torna menos relevante. Com posições maiores, esse benefício fiscal perde importância, já que o montante das vendas frequentemente ultrapassará esse valor.

Para as pessoas que gostam de investir direto em ações, esses são benefícios importantes e que podem fazer uma boa diferença na sua rentabilidade final.

7) Previdência Privada

Os fundos de previdência no Brasil oferecem alguns benefícios fiscais interessantes, especialmente para quem busca planejar a aposentadoria. Aqui estão os principais:

Tributação Reduzida no Longo Prazo (Fundos Regressivos)

Os fundos de previdência com tributação regressiva oferecem a menor alíquota de Imposto de Renda no longo prazo, chegando a 10% após 10 anos de investimento. Isso significa que, quanto mais tempo o investidor mantiver o dinheiro aplicado, menos impostos ele pagará sobre os rendimentos.

À primeira vista, 10 anos pode parecer um período longo para aproveitar esse benefício fiscal. No entanto, é importante lembrar que os fundos de previdência são investimentos de longo prazo, pensados para a aposentadoria. O ideal é manter os recursos aplicados até o momento de parar de trabalhar, garantindo que os saques sejam feitos no futuro com a menor tributação possível.

Diferimento de Impostos (PGBL)

Os fundos PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) oferecem o benefício do diferimento fiscal, permitindo que trabalhadores do regime CLT deduzam até 12% da renda bruta tributável no Imposto de Renda. Isso reduz a base de cálculo do IR no momento da contribuição, resultando em uma maior restituição.

No entanto, ao realizar os saques, o imposto incidirá sobre o montante total, e não apenas sobre os rendimentos (compensando os anos de impostos diferidos). Ainda assim, essa estratégia é vantajosa se você mantiver aportes regulares dentro do limite de 12% ao longo dos anos.

Isenção do Imposto Come-Cotas

Diferente dos fundos tradicionais de renda fixa e multimercado, os fundos de previdência não possuem o imposto come-cotas. Isso significa que o investidor não sofre antecipação de IR semestralmente, permitindo que o capital cresça tenha uma rentabilidade mais elevada ao longo do tempo.

Benefícios no Planejamento Sucessório

Os fundos de previdência podem ser uma ferramenta eficiente no planejamento sucessório, pois os recursos aplicados não entram em inventário. Isso significa que os beneficiários recebem o dinheiro de forma mais rápida e sem os custos e burocracias do processo de sucessão patrimonial.

Conclusão

Como vimos, existem diversas formas de reduzir a carga tributária nos investimentos, seja por meio de produtos isentos de imposto de renda, beneficiados pela isenção do come-cotas ou por estratégias de diferimento fiscal. Ao aproveitar esses benefícios, você pode aumentar sua rentabilidade, muitas vezes sem precisar assumir riscos adicionais.

No entanto, é essencial escolher os investimentos certos para o seu perfil e objetivos financeiros. Diversificação, prazos e estrutura tributária devem ser analisados cuidadosamente para otimizar o retorno sem comprometer a liquidez ou a segurança do patrimônio. Lembre-se de não tomar uma decisão apenas porque determinado produto possui um benefício fiscal.

Agora que você conhece essas estratégias, como pretende aplicá-las na sua carteira de investimentos? Deixe Abaixo nos comentários!

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O que são Vieses Cognitivos e como eles impactam seus investimentos? https://recortefinanceiro.linkan.com.br/o-que-sao-vieses-cognitivos-e-como-eles-impactam-seus-investimentos/ https://recortefinanceiro.linkan.com.br/o-que-sao-vieses-cognitivos-e-como-eles-impactam-seus-investimentos/#comments Mon, 04 Nov 2024 02:08:14 +0000 https://recortefinanceiro.com.br/?p=1090 Conforme aprendemos mais sobre investimentos, mercado financeiro e economia, percebemos algo curioso: ter sucesso ao investir e obter bons resultados no longo prazo não depende apenas de conhecimento técnico ou de habilidades analíticas. Embora seja importante entender produtos de investimento, riscos e estratégias de diversificação, o que realmente faz a diferença é o seu comportamento e suas tomadas de decisão em momentos críticos do mercado.

Na teoria, é claro que procuramos usar dados e análises para tomar decisões racionais e rentáveis. Contudo, na prática, nossas emoções e percepções muitas vezes interferem, e tendências psicológicas nos levam a agir de maneira contrária ao que seria mais vantajoso. É comum que investidores, mesmo bem informados, acabem adotando comportamentos impulsivos ou extremamente cautelosos, afastando-se dos princípios que melhorariam suas chances de sucesso.

Neste contexto, compreender a própria psicologia se torna tão importante quanto dominar os conceitos técnicos de investimentos. Ao reconhecer as armadilhas emocionais e os vieses cognitivos que afetam nossas escolhas, aumentamos nossa capacidade de tomar decisões mais assertivas, evitando reações impulsivas e comportamentos que podem te prejudicar financeiramente.

Definição de Viés Cognitivo

Um viés cognitivo é uma tendência mental que influencia nosso pensamento, percepção e tomada de decisões de maneira inconsistente ou irracional. Esses vieses são atalhos mentais (ou heurísticas) que nosso cérebro utiliza para simplificar o processamento de informações e reagir rapidamente a situações, mas eles nem sempre conduzem a conclusões precisas. Os vieses cognitivos podem nos levar a interpretações distorcidas ou a julgamentos incorretos sobre informações, eventos ou pessoas.

Veremos abaixo quais são os vieses cognitivos mais comuns nos investimentos.

Aversão à Perda

Aversão à perda se refere à tendência do ser humano de se importar mais com as perdas do que com os ganhos de mesma magnitude. Por exemplo, perder mil reais tende a provocar um desconforto mais intenso do que a alegria proporcionada por ganhar mil reais. Este viés cognitivo faz com que as pessoas se preocupem muito mais com o tamanho das possíveis perdas do que com os potenciais ganhos, por mais que estes sejam mais atraentes.

Um exemplo clássico é que esse comportamento leva muitas pessoas a manterem investimentos que estão gerando prejuízo, na esperança de que, eventualmente, possam recuperar as perdas. Acredito que essa atitude nem sempre está relacionada ao medo de assumir o prejuízo, mas sim à dificuldade em aceitar que tomamos uma decisão incorreta. Reconhecer um erro é normal e faz parte do processo de aprendizado. Quando um investimento está com grande prejuízo e não há sinais de recuperação, faz mais sentido vender e buscar oportunidades mais promissoras.

A aversão à perda também explica por que muitos investidores preferem ficar somente na segurança da renda fixa e evitam diversificar suas carteiras. Por mais que a renda fixa ofereça baixo risco de prejuízo, escolher sempre o investimento mais conservador resultará em oportunidades de ganhos perdidas a longo prazo, especialmente ao deixar de lado investimentos mais rentáveis.

Ancoragem

Este viés indica que costumamos confiar completamente na primeira informação que recebemos sobre um assunto, independentemente de quão confiável ela seja. Essa primeira impressão possui um grande impacto, fica gravada no nosso cérebro e a utilizamos como referência principal na hora de tomar decisões.

Nos investimentos esse viés costuma ser prejudicial pois faz com que investidores se apeguem a um valor ou a um dado inicial e ignorem novas informações que poderiam alterar a avaliação daquele investimento.

Por exemplo, imagine que você tenha comprado um fundo imobiliário por R$ 10,00 que foi o preço pelo qual ele costumava ser negociado no passado. Mesmo que o preço desse fundo caia para R$ 7,00, por qualquer motivo, você pode ainda considerar os R$ 10,00 como o valor “justo” ou “ideal”. Isso ocorre porque você “ancorou” suas expectativas na informação de que o fundo custa R$ 10,00, fazendo com que acredite que o preço deve retornar a esse patamar. Essa mentalidade pode levá-lo a manter uma posição em prejuízo, na esperança de que o preço se recupere.

Este viés prejudica o julgamento racional e impede que os investidores avaliem criticamente o verdadeiro potencial de um investimento, independente de pontos de referência arbitrários.

Excesso de Confiança

O viés de excesso de confiança é a tendência que temos de superestimas nossas habilidades ou conhecimentos, isso pode ter grande impacto em nossas ações e resultados.

Imagine que você, coincidentemente, comece a investir em ações durante o início de um bull market (mercado em alta). Após um ano, você verifica que obteve um retorno acumulado de 40%. Essa performance impressionante faz com que você se sinta um gênio dos investimentos, levando-o a superestimar suas habilidades e a assumir riscos cada vez maiores. Você decide investir ainda mais em ações e começa a usar alavancagem (não faça isso, por favor).

Confiando em sua suposta genialidade, você acredita que é capaz de superar o mercado e acaba ignorando os princípios fundamentais de diversificação. Quando o mercado entra em um período de queda, você se depara com a dura realidade de que seu sucesso anterior foi, na verdade, impulsionado pelas condições favoráveis do mercado e não por suas habilidades como investidor.

Como resultado de sua excessiva confiança e dos riscos que assumiu, você sofre perdas significativas, que, além de anularem os ganhos obtidos anteriormente, também te deixaram no prejuízo.

É fundamental reconhecer e controlar o seu excesso de confiança para manter uma abordagem equilibrada nos investimentos, tenha cuidado para não assumir riscos maiores do que o necessário.

Viés de Confirmação

Também conhecido como viés confirmatório, esse é um dos vieses mais comuns e podemos observá-lo todos os dias. Esse viés faz com que as pessoas busquem e favoreçam informações que confirmem suas crenças e opiniões pré-existentes.

Embora esse tipo de comportamento seja mais frequentemente observado nas áreas política, científica e acadêmica, ele também se manifesta nos investimentos. No mercado financeiro, esse comportamento pode fazer com que investidores busquem notícias e análises que reforcem sua perspectiva otimista ou pessimista em relação a uma ação específica ou tendência de mercado.

Consequentemente, os investidores que ignoram ou minimizam a relevância de informações que contradizem seu ponto de vista podem acabar assumindo grandes riscos ou abrir mão de grandes oportunidades.

Efeito Manada

O efeito manada se refere à tendência dos investidores de seguirem e copiarem o que a maioria das outras pessoas está fazendo. Esse comportamento, muitas vezes está relacionado ao medo de “ficar de fora” (também conhecido como FOMO — Fear of Missing Out) ou de se prejudicar em relação aos demais.

Esse comportamento é perigoso porque, ao seguir a manada, os investidores podem ignorar os fundamentos dos ativos, levando a decisões impulsivas e muitas vezes irracionais.

Por exemplo, é justamente quando o mercado está em alta e as ações já se valorizaram consideravelmente que muitas pessoas começam a investir mais, motivadas pelo medo de “ficar de fora” desse movimento de alta. No entanto, se pararmos para pensar, o pior momento para investir é quando os preços já subiram — ainda assim, é assim que a maioria tende a se comportar.

Falácia do Custo Irrecuperável

Por que você continua fazendo “preço médio” naquele investimento horroroso que continua dando prejuízo? Talvez seja por causa desse viés cognitivo. A falácia do custo irrecuperável é o viés cognitivo que leva uma pessoa a insistir em uma decisão com base nos recursos já investidos, mesmo que ela seja desfavorável.

Quanto mais tempo ou dinheiro você aplicou em um determinado ativo, maior a tendência de enxergá-lo de forma positiva, ignorando sinais de que ele pode não ser uma boa escolha. Nos investimentos, esse viés pode levar indivíduos a continuar comprando um ativo de baixo desempenho para fazer “preço médio” e tentar compensar perdas passadas.

Efeito de Enquadramento

Este é um viés cognitivo em que a forma como uma informação é apresentada – o “enquadramento” – influencia a tomada de decisão. No contexto dos investimentos, esse viés pode levar uma pessoa a tomar decisões diferentes com base em como os ganhos ou perdas são descritos.

Por exemplo, um investidor pode reagir de forma mais favorável a uma aplicação apresentada como “com 80% de chance de sucesso” do que a uma apresentada como “com 20% de chance de fracasso”, embora ambas as informações sejam, essencialmente, equivalentes.

Esse viés é muito utilizado por gerentes de bancos e assessores de investimentos na hora de vender aquele produto horroroso para você. “Mas veja bem, esse COE tem capital protegido. É risco zero”.

Efeito Halo

Este é um viés cognitivo em que uma impressão positiva ou negativa sobre uma característica de uma pessoa, empresa ou produto se estende a outras características, influenciando nossa percepção geral. Esse efeito faz com que, ao observarmos uma qualidade atraente (como sucesso financeiro ou um histórico de bons resultados), automaticamente atribuímos outras qualidades positivas ao mesmo alvo, sem base concreta.

Nos investimentos, o efeito de halo pode levar uma pessoa a acreditar que uma empresa bem-sucedida em uma área também será bem-sucedida em outras. Um exemplo comum é quando investidores assumem que empresas grandes e populares, como gigantes de tecnologia, são sempre bons investimentos, ignorando possíveis riscos financeiros ou desafios de mercado. Esse viés pode resultar em decisões enviesadas, em que a avaliação de risco e retorno não é realista, apenas porque uma característica positiva inicial “contamina” a visão do investidor sobre o todo.

Como Minimizar os Vieses Cognitivos?

Educação Financeira

O primeiro passo para tomar melhores decisões financeiras é por meio da educação financeira. Ao entender os conceitos básicos de finanças pessoais, os diferentes tipos de investimentos e os riscos envolvidos, você estará mais preparado para identificar e contornar os vieses cognitivos.

A educação financeira também ajuda a desmistificar crenças populares e falsas promessas, permitindo que você tome decisões mais racionais, baseadas em fatos e não se deixe levar pelas emoções do momento. Caso esteja interessado em ampliar seu conhecimento sobre finanças e investimentos, compilei uma série de livros na nossa biblioteca virtual que certamente poderão te ajudar.

Estratégia e Diversificação

Uma maneira simples e eficaz de minimizar o impacto dos vieses cognitivos é estabelecer uma estratégia de diversificação e segui-la independentemente do cenário atual. Por exemplo, imagine que você diversifique sua carteira de investimentos da seguinte forma: 50% em renda fixa e 50% em renda variável. Ao aderir a essa estratégia, você estará menos propenso a tomar decisões precipitadas baseadas nas emoções do momento, pois seu foco estará em manter-se dentro dos parâmetros estabelecidos.

Aumentando a diversificação e seguindo uma estratégia de alocação, como a mencionada acima, você reduz o impacto de decisões enviesadas relacionadas a um ativo específico, equilibrando os riscos e evitando a concentração em investimentos que possam estar sujeitos a vieses, como o excesso de confiança.

Busque Ajuda de um Profissional

A melhor forma de evitar os vieses cognitivos pode ser simplesmente delegar essa responsabilidade. Se você não tem interesse por investimentos e finanças ou não dispõe de tempo e paciência para organizar sua carteira, contar com a ajuda de um bom profissional de investimentos pode ser uma excelente alternativa.

Um consultor de investimentos oferece uma visão externa e imparcial, ajudando a identificar possíveis vieses cognitivos que podem influenciar suas decisões. Ele cria um plano de investimentos personalizado, alinhado aos seus objetivos, perfil de risco e horizonte de tempo. Além disso, o consultor auxilia na manutenção da disciplina, evitando decisões impulsivas e promovendo uma gestão mais equilibrada da carteira.

Você já conhecia algum desses vieses cognitivos? Já percebeu algum deles influenciando suas decisões de investimento? Compartilhe sua experiência nos comentários abaixo!

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O que são investimentos ruins e ineficientes? https://recortefinanceiro.linkan.com.br/o-que-sao-investimentos-ruins-e-ineficientes/ https://recortefinanceiro.linkan.com.br/o-que-sao-investimentos-ruins-e-ineficientes/#comments Fri, 18 Oct 2024 01:00:27 +0000 https://recortefinanceiro.com.br/?p=574 Muitas pessoas acreditam que, para se obter bons retornos no longo prazo, é preciso sempre encontrar e investir nas melhores oportunidades do momento. Por mais que essa seja uma boa premissa, acredito que é muito mais importante saber analisar e evitar investimentos ruins. Afinal, o mercado está repleto de opções que, à primeira vista, podem parecer promissoras, mas que, ao longo do tempo, revelam-se ruins e ineficientes.

Existem dois principais fatores que explicam a escolha de investimentos ineficientes por algumas pessoas: a falta de conhecimento/informação e a grande quantidade de produtos disponíveis no mercado.

Se a educação financeira ainda é muito limitada no Brasil, quem dirá o conhecimento sobre produtos de investimento. Sem o entendimento necessário para avaliar corretamente os riscos e o potencial de retorno de cada tipo de investimento, algumas pessoas apenas acompanham cegamente as recomendações de alguns gerentes de banco ou assessores, recomendações estas que às vezes não são as melhores.

Além disso, com o desenvolvimento do mercado financeiro brasileiro, também surgiram uma grande quantidade de produtos diferentes, milhares de fundos de investimento, títulos de crédito privado e produtos mais complexos, como derivativos e criptomoedas. Com tantas opções à disposição, a falta de orientação adequada faz com que algumas pessoas escolham investimentos ineficientes.

Características dos investimentos ruins e ineficientes

No passado, os investidores enfrentavam um cenário muito diferente do atual, o mercado brasileiro era marcado pela baixa concorrência entre as instituições financeiras e, consequentemente, apresentava poucas opções de investimento. Os grandes bancos dominavam o mercado, oferecendo apenas seus próprios produtos e fundos, limitando as alternativas de investimento para o público em geral. Investimentos mais sofisticados, como fundos independentes, ações e aplicações no exterior, eram acessíveis apenas a pessoas com altos patrimônios.

Esse ambiente mais restrito impedia que o investidor médio tivesse acesso a uma gama diversificada de produtos e estratégias financeiras. Os bancos aproveitavam para cobrar altas taxas de gestão em fundos de investimento e altas comissões nos seus produtos e serviços  Muitos dos investimentos que veremos a seguir se popularizaram nessa época, por volta dos anos 2000.

Atualmente, com o maior acesso a informações, esses produtos vêm sendo cada vez menos utilizados, principalmente entre as gerações mais novas.

De forma geral, os investimentos que considero como ruins ou ineficientes possuem os seguintes fatores em comum:

  1. Retornos desproporcionais ao risco: Quando o risco envolvido em um investimento é muito alto para o retorno potencial. Se o investimento tem grande volatilidade ou risco de perda sem oferecer um retorno adequado, é um mau negócio;
  2. Custos excessivos: Taxas de administração, corretagem ou outros custos altos podem corroer o retorno do investimento, tornando-o ineficiente em relação a alternativas mais baratas;
  3. Baixa liquidez: Se o investimento não pode ser facilmente convertido em dinheiro sem perda significativa de valor, pode se tornar um problema em momentos de necessidade;
  4. Complexidade desnecessária: Investir em um produto complexo e com mais custos quando existe um produto similar mais simples e com menos custos.

Vamos agora verificar alguns dos produtos de investimento que considero ruins e ineficientes e que, por isso, precisam de cautela por parte dos investidores.

Poupança

Como mencionei anteriormente em outro artigo, a poupança é um dos piores investimentos disponíveis no mercado, coincidentemente também é o mais popular. Atualmente, mais de R$ 1 trilhão estão aplicados na poupança. No último artigo, não explorei em detalhes os motivos que a tornam tão desfavorável, vamos analisá-los abaixo:

1- Remuneração abaixo da taxa de juros (Selic)

A rentabilidade da poupança é atrelada a taxa de juros, mas de forma desfavorável ao investidor. Ela sempre será inferior à taxa de juros básica da economia (Selic). De acordo com a regra atual, quando a Selic é igual ou inferior a 8,5% ao ano, a poupança rende apenas 70% da Selic + TR (Taxa Referencial), que atualmente está próxima de zero. Quando a Selic estiver acima de 8,5% ao ano, a poupança rende 0,5% ao mês + TR, o que equivale a aproximadamente 6,17% ao ano, mais a Taxa Referencial.

Isso significa que, mesmo em períodos em que os juros estão elevados, a poupança oferece uma rentabilidade significativamente menor do que outros investimentos simples que são atrelados à taxa Selic ou ao CDI.

Por exemplo, enquanto o Tesouro Selic e um CDB de um banco possuem uma rentabilidade muito próxima da taxa Selic, a poupança rende uma fração disso. No longo prazo, isso pode corroer o seu poder de compra já que em alguns períodos essa rentabilidade não é suficiente nem para repor a inflação.

2- Rentabilidade calculada uma vez por mês sobre o menor valor

Sabemos que nos demais investimentos de renda fixa nossa rentabilidade é calculada diariamente em cima do montante investido. Na poupança essa regra não se aplica. Os rendimentos da poupança são creditados somente uma vez por mês, na data de aniversário da aplicação. Isso significa que, se você realizar uma aplicação no dia 1° de janeiro e, resgatar sua aplicação antes do dia 1° de fevereiro, perderá completamente os juros acumulados nesse período.

Além disso, a poupança rende apenas sobre o menor valor disponível durante o mês. Ou seja, se você aplicar R$ 10.000, mas em algum momento do mês sacou R$ 1.000, o rendimento será calculado apenas sobre R$ 9.000, mesmo que o saldo tenha voltado a subir após o saque.

Fundos Cambiais

Fundos cambiais te possibilitam ter exposição a moedas estrangeiras, normalmente Dólar. O retorno de um fundo cambial vem predominantemente da valorização ou desvalorização da moeda em que o fundo está exposto. Se o Dólar subir, você ganha, se cair, você perde, simples assim. A ideia por trás dos fundos cambiais é servir como proteção para investidores que possuem dívidas ou compromissos em moeda estrangeira, como importadores ou empresas que fazem negócios no exterior.

Perceba que, atualmente, não faz nenhum sentido investir em fundos cambiais. Por que você pagaria uma taxa de gestão para um fundo que apenas compra dólares? Se você quer ter exposição ao Dólar você pode abrir uma conta internacional nos grandes bancos e corretoras e comprar a moeda, não é necessário pagar uma taxa de gestão para isso.

Pior ainda é que, ao investir nos fundos cambiais, você não receberá nenhum juros, pois você não está “investindo” em nada, você está apenas comprando dólares. Hoje em dia é muito simples investir diretamente no mercado americano, comprar dólares e investir em títulos públicos americanos. Investindo em títulos americanos você pelo menos recebe juros no período da sua aplicação.

Fundos Monoativos

Fundo monoativo é um tipo de fundo de investimento que investe em apenas um ativo, podendo ser uma ação, um imóvel ou qualquer outro ativo. Dessa forma, não existe uma diversificação de ativos como vemos na maioria dos outros fundos de investimento atualmente no mercado.

Um dos principais tipos de fundos monoativos é o de ações. Eles surgiram principalmente porque, até meados de 2006, investir diretamente na bolsa de valores era um processo complexo e caro para o investidor comum. Naquela época, adquirir ações por meio de um fundo oferecia uma solução mais simples e econômica, já que permitia o acesso ao mercado de forma menos burocrática, em comparação com a compra direta de ações.

Atualmente, não é mais necessário recorrer a fundos monoativos de ações, já que investir diretamente na bolsa de valores se tornou muito mais simples e acessível. Pagar uma taxa de gestão para um fundo que investe em apenas uma ação deixou de fazer sentido. Se você deseja adquirir uma ação específica, basta acessar o seu home broker e comprá-la diretamente. Investir em apenas uma ação por meio de um fundo sempre resultará em uma rentabilidade menor do que se você comprar a ação diretamente no home broker, porque você não precisará pagar a taxa de gestão.

O segundo tipo de fundo monoativo que ainda é utilizado é o de fundos imobiliários. Nesse caso, eles investem em apenas um imóvel. Investir em um fundo que possui apenas um imóvel normalmente não costuma ser um bom negócio, isso é devido à falta de diversificação, o que aumenta o risco ao concentrar-se em um único imóvel. Problemas como vacância, queda no valor do imóvel ou dificuldades com o inquilino podem ter um grande impacto na rentabilidade do fundo. Além disso, esses fundos costumam ter uma baixa liquidez e menor flexibilidade para ajustes, tornando-os mais vulneráveis.

COE

Esse é o produto que os gerentes de banco e os assessores adoram vender. COE é uma sigla para “Certificado de Operações Estruturadas”, ele é, basicamente, um pacote que pode conter títulos públicos, produtos de renda variável e operações com derivativos.

Esse produto te possibilita ter exposição à renda variável, porém, na maioria das vezes ele é  ofertado com uma cara de “renda fixa”. Isso acontece porque muitos COEs possuem o chamado “capital protegido”. Nesse caso, se a parte de renda variável do investimento não der certo (as ações caírem no período, por exemplo) o investidor recebe seu dinheiro aplicado de volta, mas sem nenhum rendimento nem correção pela inflação.

É importante lembrar que, se um investimento não foi corrigido pela inflação do período, ele te gerou um prejuízo e não foi um bom negócio. Pior ainda é que a maioria dos COEs possui um prazo longo de vencimento, de 3 a 5 anos e não tem liquidez.

De acordo com um estudo da FGV, 9 em cada 10 COEs têm retorno esperado abaixo do que poderia ser o ganho no Tesouro Direto.

Vamos verificar os principais pontos que tornam esse um péssimo produto:

  1. Complexidade: Os COEs são produtos complexos e difíceis de entender. Eles envolvem derivativos, estratégias sofisticadas com ações e cláusulas específicas que podem ser difíceis de entender.
  2. Retorno limitado: Apesar da proteção de capital ser atrativa para um investidor desavisado, os COEs também limitam os retornos potenciais, ou seja, mesmo que as ações se valorizem muito no período, o investidor pode não capturar todo esse ganho. Geralmente eles possuem um “teto” de ganho, por exemplo “limitado a 50% no período”.
  3. Liquidez limitada: Esse é um produto que possui uma liquidez baixíssima. Se você precisar resgatar antes do vencimento muito provavelmente vai ter um grande prejuízo.
  4. Custos elevados: Lembra que eu disse que os gerentes de banco e os assessores adoram vender esse produto? Isso acontece porque os COEs possuem uma das maiores comissões no mercado. Quando você compra um COE, seu gerente do banco ou seu assessor já embolsa uma comissão gorda de 5 a 11% do valor investido.

Levando todos esses pontos em consideração, não faz nenhum sentido investir em COEs. Esse produto só existe para gerar comissões para bancos e assessores. Se você quiser ter exposição à renda variável, compre ações ou invista em fundos. E, na próxima vez que te oferecerem um COE, pergunte quanto é a comissão ou o “spread” que ficará com o banco ou a corretora.

BDR’s

BDRs singificam “Brazilian Depositary Receipts”, são basicamente recibos lastreados em ações de empresas estrangeiras que têm capital aberto em outros países. Esses recibos são negociados na bolsa brasileira e te possibilitam investir de maneira indireta em ações estrangeiras.

Preste atenção no termo “investir de maneira indireta em ações estrangeiras”, isso porque você está negociando um recibo e não a ação em si.

Não vamos entrar em detalhes em como esse investimento funciona, mas, basicamente, instituições financeiras brasileiras adquirem ações estrangeiras e as mantém sob custódia. Posteriormente, emitem BDRs lastreados nessas ações, disponibilizando-os no mercado brasileiro para investidores locais.

Apesar dos BDRs possuírem algumas vantagens, como a simplicidade de investir, oferecendo uma maneira prática de aplicar em ações estrangeiras sem a necessidade de abrir contas internacionais, e a transação em reais, que dispensa a compra de dólares e o envio de dinheiro para o exterior. Acredito que eles tenham muito mais desvantagens, tais como:

  1. Opções limitadas: Apenas uma fração dos ativos listados na bolsa americana estão disponíveis na forma de BDRs.
  2. Baixa liquidez: BDRs de algumas grandes empresas americanas possuem uma liquidez elevada. Porém, para a maioria das outras empresas a liquidez ainda é muito baixa, negociar esses ativos pode fazer com que você precise pagar um valor acima do seu valor justo.
  3. Taxas: As instituições financeiras  que emitem os recibos cobram uma taxa adicional de 3 a 5% em cima de todo o dividendo recebido via BDR.
  4. Posse das ações: Você está adquirindo e negociando um recibo e, por mais que seu preço acompanhe as variações da ação, você não é um acionista da empresa.
  5. Risco Brasil: Ao investir em BDR, seu dinheiro continua no Brasil, investindo através de uma conta internacional você manda seu dinheiro para o exterior e ajuda a mitigar o risco país.

Caso você queira negociar alguma ação específica de uma grande empresa americana que possui alta liquidez através de um BDR, talvez não seja tão ruim assim. Porém, existem opções mais interessantes.

Vale mais a pena abrir uma conta internacional e acessar diretamente o mercado americano por completo, além de diminuir o risco país da sua carteira, você também ganha mais opções de investimento. Caso queira deixar seu dinheiro no Brasil, pode fazer mais sentido investir em um ETF dolarizado que segue o S&P 500.

Conclusão

Investir o seu dinheiro de forma inteligente e eficiente é a melhor maneira de gerar riqueza e aumentar seu patrimônio no longo prazo. Embora o mercado financeiro ofereça inúmeras oportunidades, ele também esconde armadilhas que podem prejudicar seriamente o seu patrimônio.

Como vimos nesse artigo, investimentos ruins e ineficientes normalmente apresentam um retorno desproporcional ao risco, possuem custos excessivos, baixa liquidez e uma complexidade desnecessária. Sempre se atente a esses pontos, verifique se não há um investimento similar com melhores condições. Busque sempre entender aquilo que você está investindo. Se você não consegue entender o investimento ou o produto, não invista. Não fazer nada é melhor do que ter um prejuízo.

Apesar de ter trazido somente 4 exemplos de produtos e investimentos ruins, o mercado possui diversos ativos ruins, o seu discernimento é fundamental para o seu sucesso.

E você, caro leitor, já tinha investido em algum desses produtos? Qual foi o seu pior investimento? Deixe seu comentário abaixo!

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